SOLUÇÕES

Execução de Pequenos Reparos em Pisos de Câmaras Frigoríficas

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Considerações:

Equipamentos e Ferramentas Necessários:

Como esta é uma operação delicada, pois está se realizando um trabalho sob temperaturas negativas, o uso de todos os equipamentos necessários vai determinar o sucesso da missão. Os procedimentos indicados a seguir são destinados a reparos de buracos em pisos de câmaras frigoríficas, de até cerca de 1,0 m2. Para reparos de grandes dimensões, deve ser utilizado o procedimento "Execução de Reparos de Grandes Áreas em Pisos de Câmaras Frigoríficas", também encontrado neste site.

Os equipamentos necessários para execução do reparo são os seguintes:

  • Ponteira e marreta;
  • Colher de pedreiro e desempenadeira metálica;
  • Utencílios para limpeza da área (vassoura, pano, balde,..);
  • Maçarico para aquecer o piso antes da aplicação;
  • Balde de 20 litros limpo para mistura do produto;
  • Furadeira de baixa rotação e alta potência ( > 700 WATTS );
  • Hélice para mistura;
  • Vasilha com capacidade para 3,8 litros de água quente;
  • Fogão ou fogareiro para aquecer a água;
  • Termômetro com escala até 100 o C;
  • Plástico para cobrir a área de reparo;
  • Placa de isopor com, no mínimo, 50 cm, maior que a área do buraco a ser reparado. A placa servirá para isolar o frio do reparo executado até que o concreto reaja evitando o congelamento da água superficial;
  • Lona para lançar sobre o isopor para aumentar o isolamento.

 

Esquema de Trabalho:

Por ser uma aplicação sob condições especiais, é necessário um bom planejamento de trabalho para que haja um bom sincronismo entre o aquecimento da área, preparo do produto, tempo de aplicação e tempo de proteção.

Aquecimento da área: Este item refere-se ao aquecimento do concreto onde será aplicado o RAPFLEX. Somente ao final desta etapa, pode-se proceder o preparo do produto.

Preparo do produto: O RAPFLEX será misturado com água aquecida a 45 – 50o C. É muito importante que estes limites de temperatura sejam respeitados, sob o risco de, ou provocar uma pega imediata por alta temperatura, ou baixa reatividade por uma temperatura abaixo da necessária para reagir sob as condições da câmara.

Aplicação do produto: Por ser misturado com água aquecida, o tempo de reatividade do produto é muito rápido (entre 5 e 10 min), por isto é necessário um rápido transporte do produto até a área de reparo e aplicação imediata.

Tempo de proteção: Este tempo compreende o tempo em que o maçarico permanece sobre a área de reparo e a cobertura do mesmo.

Executar um reparo de cada vez. NÃO TENTAR TAPAR DOIS BURACOS AO MESMO TEMPO, porque cada reparo em particular necessita de toda atenção e equipamentos disponíveis enquanto está sendo executado. Durante a execução do reparo há dependência de fonte de calor e provavelmente só haverá um maçarico disponível para o trabalho.

 

Preparo da Áres de Trabalho:

O buraco a ser reparado deve ter no mínimo 20 mm de profundidade. Preparar o local para aplicação seguindo os seguintes passos:

a) As paredes laterais do buraco deverão estar em ângulo reto com o piso, o produto será travado nas paredes do buraco e paredes inclinadas não permitem o travamento. As laterais do buraco podem ser cortadas com serra elétrica, porém é necessário apicoar estas laterais após o corte para melhorar a ancoragem do produto ao concreto velho. Caso opte-se cortar as paredes com talhadeira, não há nenhum inconveniente, desde que as paredes estejam a 90 graus com a base.

b) Apicoar o fundo do buraco para permitir a ancoragem do produto ao concreto da base.

c) Após os cortes, limpar muito bem a seção a ser reparada, retirando toda poeira impregnada no fundo e nas laterais. Antes de iniciar o aquecimento da base, verificar se não há nenhuma parte de concreto solta no fundo ou nas paredes do buraco.

 

Aquecimento da Área de Reparo:

  • Com um maçarico, iniciar o aquecimento da base onde será aplicado o produto, aquecendo também as paredes à cerca de até 10 cm do piso periférico à área do reparo (bordas), para que a temperatura do piso não interfira na reação do produto prejudicando a aderência.
  • A base de concreto onde será aplicado o RAPFLEX PLUS ou o RAPFLEX 10 não precisa estar quente, mas deve estar acima de 10º C no momento da aplicação do produto. 

 

Mistura e Aplicação do Rapflex

  • Esta operação só deve ser iniciada quando a base onde será aplicado o RAPFLEX  já estiver adequadamente aquecida.
  • Em uma panela, aquecer 3,8 litros de água para ser misturada ao RAPFLEX PLUS ou, no caso do uso do RAPFLEX 10, esta quantidade de água será de 2,8 litros. Para mistura, a temperatura da água deverá estar entre 45 e 50 oC. Reservar 300 ml de água fria para uso em caso de uma reação de secagem mais rápida durante a mistura.
  • Em um balde limpo de 20 litros, colocar toda a água aquecida  e adicionar o saco de RAPFLEX (25 kg) aos poucos enquanto mistura. É recomendado lançar inicialmente a metade do conteúdo do saco, misturar por 5 a 10 segundos, lançar mais um quarto do saco, misturar novamente, pelo mesmo período e por fim, misturar o restante.
  • Esta mistura deve ser feita por 1 minutos após o fim da adição do pó, com uma furadeira (> 700 Watts) em baixa rotação (+/- 500 rpm) e uma hélice, garantindo uma boa homogeneidade.
  • lançar o produto no buraco, que deve ser mantido aquecido, durante o preparo e com o uso da colher e desempenadeira, aplicar o produto prensando-o bem na base e nas paredes e dar acabamento liso. Esta operação dentro da câmara tem que ser feita de forma rápida para evitar que a água do concreto sofra congelamento.
  • Após dar acabamento liso ao concreto, manter o maçarico com a chama em posição horizontal a uma distância de cerca de 10 cm acima do concreto úmido (aquecendo toda a área sobre o reparo) por cerca de 10 a 15 minutos até que a água superficial do concreto comece a secar (o concreto perde o brilho).
  • Imediatamente após retirar o maçarico, cobrir o reparo com o isopor e a lona por um período mínimo de 6 horas. Preferencialmente 24 horas.

 

Consumo Estimado de Produtos:

  • Tanto o RAPFLEX PLUS como o RAPFLEX 10 têm uma densidade de 2,25 kg/dm3. Desta forma um saco de 25 kg, corresponde a um volume final de reparo de cerca de 11,10 litros.
  • IMPORTANTE: Como os buracos têm que ser feitos um a um e podem haver buracos inferiores ao volume de 1 saco de produto, aconselha-se medir o volume do buraco e pesar somente a quantidade de RAPFLEX PLUS necessária para preencher aquele buraco em que se vai trabalhar.
  • Para se medir o buraco basta fazer a relação de volume. Por exemplo um buraco de 30 cm x 50 cm x 3 cm de profundidade terá (0,3 x 0,5 x 0,03 = 0,0045 m3 = 4,5 litros).
  • Para se calcular a quantidade do produto, basta multiplicar o volume do buraco por 2,25 (densidade do produto aplicado). No exemplo citado, seria 4,5 x 2,25 = 10,12 kg. Obviamente é aconselhavel prever uma pequena perda de cerca de 10 % (nesta operação é melhor sobrar um pouco que faltar produto para terminar o trabalho), então deve-se separar cerca de 11 kg de RAPFLEX PLUS para este reparo e trabalhar com a quantidade de água proporcional ao peso do produto. No uso do RAPFLEX 10, por ser o produto um micro-concreto, não é possível trabalhar com o saco fracionado, é necessário misturar sempre todo o conteúdo do saco em cada mistura.
  • Com respeito a quantidade de água para estas frações de saco, deve-se adotar que a água deve ser de 15 % do peso de produto. No caso do exemplo seria 11 x 0,15 = 1,65 litros, é aconselhável separar cerca de 100 ml de água fria para emergências, porém deve-se procurar fazer o concreto com a quantidade de água indicada (15%) para que se obtenha as melhores performances de resistência do produto.

 

Liberação para Tráfego:

A liberação para tráfego de veículos com pneus pode ser em 6 horas após a aplicação, já para veículos de roda maciça é aconselhável aguardar 24 hs.

Este manual tem por objetivo detalhar algumas etapas principais das aplicações dos nossos produtos, porém caso reste alguma dúvida a respeito das orientações fornecidas, não hesite em consultar nosso departamento técnico.